E chega ela de longa viagem, sem convites formais. Toca a campainha, bate três vezes na porta, e aguarda pacientemente eu terminar de me trocar, depois de um banho que lavou minh'alma e todo o meu ser. Visto-me devagar, embora haja quem espere do lado de fora da porta. Ponho uma roupa casual, pois parece que será rotineira a sua presença. Ando até a porta. Mágico é o olho que não a vê.
Porta aberta, ela a escancara. Entra pela porta da frente de minha casa e ascende todas as luzes. Senta-se no meu sofá, liga a televisão, põe roupas confortáveis e me pede água.
Sim, já se sente em casa, a Saudade.
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